miércoles, 17 de septiembre de 2008

TETRO GIBI...Donde esta?

Hola amigos

1996 _ Yo estaba en mi trabajo en el museo del mamulego (Olinda-PE-BRASIL) y pregunté la directora izolda Pedrosa a quien pertenecía los títeres que estaban dentro de una caja de cartón.
Izolda me lo dice que la caja llegara del Río de Janeiro enviada por familiares de Maria Mazetti,Y allí se encontraba todo llegado del Teatro GIBI.

El teatro de títeres para niños del Río deJaneiro.

Pregunte el porque de no seguir en Río ? Y oí que en Río a la ARTB no quiso el material.
Antes de llegar a Olinda el material fue parar Porto Alegre , pero allí el fuego destruid raridad es como títeres de hasta 3 metros y los personajes mas cariocas del teatro Gibi, los títeres Boião, Reco-Reco y Azeitona creados por Luis Sá para la revista Tico-Tico, de estos títeres solamente resta algunos vídeo dados al museo de Bellas Artes do Río de Janeiro


El material llego al museo del mamulengo en marzo de 1996 , había 32 títeres, citas casetes, slides, fotos, textos para títeres y instrumentos musicales. el material fue dado por Marcia Beatriz.


Fotografié el material con una camera de 5° y fotocopie algunos de los texto para títeres es lo que tengo del teatro GIBI y creo que tengo un pequeño pero importante material. El Museo del Mamulengo cambio de dirección haz poco tiempo y no lo sé se el material del Teatro GIBi sigue en su acervo.
Dejo aquí la pregunta. Donde esta el teatro Gibi??? Se alguien sabe la respuesta por favor me informe Dejo también las fotos sacadas con mía “TEKINHA”
Un abrazo
María Madeira

martes, 16 de septiembre de 2008

Agnes Moço!!! Separacion!!!


Hola amigos
En el día 2 de octubre la cía BONECOS de Madeira
Estara en el espacio Agnes Moço
(calle Olavo Bastos. 20. São Francisco. Niterói)
Presentando su espectaulo "SEPARACIÓN"
La venda es antecipada.
Precio R$ 25,00
Con el regalito de un Caldo
Besito y esparamos por todos!
Maria Madeira
Info (021)27114131

lunes, 1 de septiembre de 2008

Mestre Salustiano! Saudades!!!

Neste blog escrevo sempre em Portoñol, mas de quem vou falar hoje tenho que escrever em Português o melhor seria escrever mesmo em “Pernambuguês”. Mestre Salustiano o pulsar da cultura popular brasileira!
É amigos os últimos invernos ou verão (dependendo do continente que se encontra) tem sido de perdas de amigos e mestres e isso traz na gente um sentimento de desamparo e uma tristeza tão profunda que nos sentimos quase solitários em nossa dor. Ontem um pouco antes de ir para o ensaio de luz no teatro popular de Niterói ( que alias não teve, mas isso é outro capitulo para este blog) ouvi por a TV da morte de Mestre Salustiano. Dei um grito agudo com a TV que seguiu dando outras informações. Sai de casa arrasada e lembrando ,lógico, de Salu e minha história com ele.
Sabe uma pessoa que é capaz de mudar a nossa vida, sabe? Pois mestre Salu mudou a minha completamente e mudou na hora e no momento certo. Conheci Salu em 96 quando fui para Pernambuco entrevistar mamulengueiros para minha monografia e de passo curar as dores do fim do meu primeiro casamento.Cheguei a Olinda sem nunca ter pisado ali com o olhar e a coragem de quem é dali, subi as ladeiras sem guia e sem direção, mas parei no lugar certo, na porta do museu do mamulengo ( meu Oásis), entrei e pedia a diretora, Izolda Pedrosa, do museu uma lista dos mamulengueiros pernambucanos. Recebi o listado e fui ao mais próximo que morava em Cidade Tabajara, bairro de Olinda, era lá que vivia o senhor Manuel Salustiano, mais conhecido como Mestre Salu.
Chegando a Cidade Tabajara me deparei com uma casa cheia de gente, tanta gente de tantos tipos que era difícil crerem que quasi todos eram irmãos. Senão me engano na época Salu tinha 55 anos e doze filhos com cinco mulheres diferentes e o mais curioso quase todos os filhos eram criados por ele. Filosofia do mestre vai à mulher, mas o filho é meu! Neste dia Salu estava de short e camisa de botão quadriculada e mal abotoada dando pra ver seu peitoral quase sem pelo e o volume do marca-passo.

Fui tão bem recebida, como ate hoje sou por aquela família que me encantei. Nesta tarde Salu me mostrou os mamulengos, as roupas, perucas e instrumentos do maracatu, cantou loas e tocou rabeca só voltei para a pousada porque se fez noite, por sinal naquele dia a noite se fez muito rápido.
Salu me convidou a ir com ele e sua família ao festival de inverno de Garanhuns( terra do Lula) e claro que aceitei. Dias depois estava num ônibus com a Família Salustiano indo para o Festival de inverno, como ele tinha tanto filho e de todas as idades e cores não ia ninguém desconfiar que eu não fosse filha, era só manter a boca fechada para não aparecer os “S” do Rio de Janeiro.

Sempre fui um desastre para ritmos e nunca consegui cantar um “Parabéns para você” sem desafinar. E lá estava eu com aquela família com o ritmo no sangue para me apresentar, me deram uma camisa xadrez em tom de vermelho e um reco-reco e me mandaram entrar no palco com eles... Eu FUI!!!!!Estava tão nervosa e feliz que não sabia o que fazer, quando estávamos pra entrar no palco apareceu uma jornalista da qual eu corri, mas jornalista é bicho ruim e me pegou à safada e eu tive de dar “duas palavrinhas” e a desgraçada me perguntou: O Que tu vai tocar? Eu estava tão nervosa que não consegui lembrar o nome do reco-reco e disse: Vou tocar “PITONGA”! E sai correndo dali.
A Apresentação fui ótima e não preciso dizer o quanto fui sacaniada por o “PITONGA” e como rimos e como ainda hoje rio ao lembra desta anedota.
Voltei de Garanhuns totalmente apaixonada por Salu e toda a sua Família. Salu me regalou cinco mamulengos e me pediu em casamento ( os mamulengos aceitei, o pedido não). Dois destes mamulengos fazem parte do meu espetáculo “CONTOS de BRASIL”. Minha viagem que deveria durar 15 dias durou 3 anos!
Com Salu fiz aula de rabeca e acho que por primeira vez quis aprender a tocar um instrumento de verdade. Aprendi com Salu e sua família a sambar o maracatu, o cavalo marinho, o caboclinho, o coco, a ciranda, o forro de pé de serra, a puxar loas a comer queijo cualho, tapioca, canjica, cuscuz, mão de vaca. Aprendia bordar minha roupa de Baiana do Maracatu e fui muito feliz!
No Maracatu tenho muitas histórias, mas vou falar aqui da emoção que senti ao sair de baiana por a primeira vez. Sabe gente me senti plena, livre e muito feliz. Sempre que penso em um dia feliz na minha vida penso naquele dia. Acho que aquele dia foi o dia mais feliz de minha vida ate hoje. Dançar o Maracatu é algo não sei descrever, só sei viver!
Minha paixão por esta família me fez levar minha mãe, irmãos e sobrinho, amigos para conhecê-lo. Mestre Salu se tornou familiar à todos os meus por sua importância em minha vida.
Caramba! Salu não esta mais na sua varanda com a camisa de botão aberta, com a rabeca na mão e com seu deboche dizer meu nome”: “ “Maria Madeira de Niteróiisss”“. Salu, Homem de Deus eu pensava este ano de passar o natal em sua varanda vendo o cavalo marinho. Droga, cheguei tarde!
Quando Sai de Olinda para Rio de Janeiro ia sempre passar o carnaval em Olinda para sambar o Maracatu de Salu ( Piaba de Ouro) Mas como logo depois fui morar em Barcelona, só pude rever Salu e sua família outra vez em 2004 quando viemos nos apresentar no primeiro SESI bonecos do Mundo. Sabe quando o avião foi aterrizando no aeroporto Guararapes eu chorava como uma criança. Jordi não entendia bem o porquê se minha família morava toda no Rio. Mas ele não sabia que meu umbigo foi jogado no mar e parou em Olinda!
Quis muito que Jordi conhecesse Salu, sempre vi ponto comum nos dois. Como chegamos um final de semana antes de começar nosso trabalho pudemos matar as saudades de todos os pernambucanos queridos. Claro que fomos ver Salu e sua família. Confesso que esta receosa de não ser reconhecida, mas só foi estacionar o carro no agora “ sitio do forro” que ouvi já a voz de Manuelzinho ( filho mais velho de Salu) dizer: Uii... Aquela não é Maria Madeira! Foi uma felicidade Só!
Salu já estava na sétima mulher e no décimo quinto filho ( era uma menina). O Sitio tinha virado um espaço para show. Com bar, palco, mesinhas, cadeiras, comidinha boa, cerveja gelada, fora uma loja com coisinha para lembrança, venda de CDs de Salu, venda de peças do Maracatu e instrumentos musicas como as rabecas confeccionadas por Salu. É Salu era também um ótimo empresário!
Quando Salu soube que eu ainda não tinha filhos com Jordi ele se ofereceu ( mais uma vez) para procriar comigo. Salu me pediu varias vezes em casamento, como fazia com todas as mulheres. Eu ria da pretensão do querido mestre.
Foi uma noite muito linda e animada, Salu cantou e improvisou para mim e Jordi, a gente dançava e ele tirava verso divertido e inteligente homenageando a nossa presença em sua casa. Desta vez foi à noite que se acabou rápido.
Deixo aqui as fotos deste último encontro, deixo também as fotos dos mamulengos dados por a mim e usados em meu espetáculo “ Contos de Brasil” e registro aqui meu eterno agradecimento a este mestre da Cultura popular Brasileira. Esta pessoa tão simples, inteligente, doutor em cultura popular, pessoa criativa, carismática. Pessoa que me fez muito feliz e me deu o norte na vida.
Salu o Céu vai fazer três dias de sambada por sua chegada, Mestre querido!
Saudades! Já estou com saudades! E, sabe tenho aquela sensação que cheguei tarde. Queria tanto ter dado um beijo mais recente... mas guardo aquela noite linda e especial como um presente para memória e para minha vida.
Valeu Salu!